Quando pequeno ouvi falar dum tal Papai Noel.
A princípio sem tal compreensão pensei no Papai do Céu.
Mas o dadivei ao saber que se fossemos bons durante o ano,
Ao final do mesmo, nos recompensaria com jogos, metais e panos.
Diziam ser, ele um velhinho gordo, de barba branca e agasalho vermelho.
Um trenó puxado por renas ou veados vinha do Alasca, frio brando.
Carregava (veja bem) em suas costas um saco grande vermelho
Nele ficam nossos presentes, entre eles nosso céu anil e branco.
Para receber tal gratidão, enfeitamos na sala uns pinheiros artificiais.
Não araucárias, árvores de plástico enfeitadas por imagens.
Objetos em vermelho e branco ocupando o recinto
À meia noite soltamos foguetes para festejar o momento
Dizem que o velhinho entra por uma chaminé.
Chamo aquilo de uma churrasqueira no meio duma sala grande
Ele deixa todos os presentes em baixo do pinheiro.
E pelas casas, luzes piscam simbolizando o céu (de inverno) no norte
Foi aí que eu não pude mais engolir tal desavença
Então criei outro do meu modo:
Ele é um médico que anda de bicicleta na cidade
Pelas ruas somente de sunga navega o Homem Óleo
Sua sunga varia de cores e tons carnavalescos
Ele tem um rabo fino de cavalo até os ombros
Sua cor é bem bronzeada, digamos, em tom indígena
Ele vêm do paraíso de Tomas Mórus ,
Trazendo de lá energia positiva para o povo
Em seu dia ,anda dentro dos encanamentos do país
Transformando matéria prima em produto
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Onde já se viu no Brasil uma casa popular
Com uma chaminé na sala?! Mas, no entanto
Em qualquer casa do Brasil pode ser encontrado
Um vaso sanitário, de bares a centro de compras
O presente, material orgânico transformado
Alimentos de seu dia a dia; utilizados pelo organismo
Une o ser ao mundo semeado e colhido
Não tem nada de saco vermelho sendo carregado
Por aí que ele entra nas casas
Sem frescura, sem riqueza material
Assim como nos barracos brasileiros
Nas casas encontram-se, Talvez humildes
Sempre com o toque brasileiro, coqueiros e araucárias
Enfeitadas com flores, pinhões, coquinhos
Tudo dentro do clima tropical do Brasil
Este dia, que se chama Autoá
Pode ser apenas uma utopia, digamos, tanto satírica para quem lê a primeira vista,
Mas se perceber a realidade “natal”
Faz sentido
01/10/2003.
PREFÁCIO
Talvez o destino possa realmente existir, repousando sobre nossas vidas, da qual se alimenta conforme nos apresenta seu caminho. Obscuro e recatado, sua presença verte o tempo e o espaço com todos os seres desta realidade.
Nesse destino, este Pequeno Livro deixa meus suspiros e minha pulsação, como mais que meros sinais vitais. Não tem o intuito de ser nacionalmente reconhecido e nem abrir portas para a cadeira dos eternos escritores nacionais. Este livreto visa preservar, como um precioso baú, algumas jóias pessoais conquistadas e cuidadas por meu viver. Estão cravados aqui meus passos interiores, pontos-de-vista refletidos e transformados pelo tempo. Porém, não passivos ou em função e muito menos absolutos e perfeitos. Mas sim como um ser que leva, como os traços do Pai, nas suas criações sua imagem e semelhança.
Acredito que podemos em nossas essências, unir e compartilhar absolutamente os conceitos adquiridos neste plano como um todo universal de personalidades e vivências.
Pois, assim como se fez História de rabiscos em cavernas até mensagens enviadas ao espaço sideral, desta forma aqui manterei queimando minha chama da personalidade na realidade material, vencendo as margens do espaço e tempo.
Desta forma procuro aqui preservar alguns indícios de meu legado vital, através da arte.
Nesse destino, este Pequeno Livro deixa meus suspiros e minha pulsação, como mais que meros sinais vitais. Não tem o intuito de ser nacionalmente reconhecido e nem abrir portas para a cadeira dos eternos escritores nacionais. Este livreto visa preservar, como um precioso baú, algumas jóias pessoais conquistadas e cuidadas por meu viver. Estão cravados aqui meus passos interiores, pontos-de-vista refletidos e transformados pelo tempo. Porém, não passivos ou em função e muito menos absolutos e perfeitos. Mas sim como um ser que leva, como os traços do Pai, nas suas criações sua imagem e semelhança.
Acredito que podemos em nossas essências, unir e compartilhar absolutamente os conceitos adquiridos neste plano como um todo universal de personalidades e vivências.
Pois, assim como se fez História de rabiscos em cavernas até mensagens enviadas ao espaço sideral, desta forma aqui manterei queimando minha chama da personalidade na realidade material, vencendo as margens do espaço e tempo.
Desta forma procuro aqui preservar alguns indícios de meu legado vital, através da arte.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
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