Meu violão, sinal de expressão. Com meu violão tenho afago em angústias. Quantos dias me serviu de escola no jardim.
O brilho do verniz em jacarandá só é especial em meu violão.
As cordas de náilon que abatem o peixe, em suas teias ascendentes como as de Foz.
E destas mesmas entrelaçam-se nos meus dedos.
Asfixiando-os e atando a fome de música.
Do meu violão sai de Egberto à Zappa, de Toquinho à Tárrega. Passa também por ele a Aquarela e a inerte liberdade.
O meu violão foi usado até como remo em desatolo.
Em meu violão você tem todos os sentidos.
A tristeza chega com o calor que desabrocha a paixão
Envolvendo o amor e chamando o ódio encarrilhado de tédio, terror e morte.
Mas o violão não é só isso, ele além de mão e braço, que me envolvem, tem boca, também,
E é esta, talvez a chave que seduz e que cria um laço comigo até o fim do tempo.
Canta para mim meu violão!!!
28/07/2003
PREFÁCIO
Talvez o destino possa realmente existir, repousando sobre nossas vidas, da qual se alimenta conforme nos apresenta seu caminho. Obscuro e recatado, sua presença verte o tempo e o espaço com todos os seres desta realidade.
Nesse destino, este Pequeno Livro deixa meus suspiros e minha pulsação, como mais que meros sinais vitais. Não tem o intuito de ser nacionalmente reconhecido e nem abrir portas para a cadeira dos eternos escritores nacionais. Este livreto visa preservar, como um precioso baú, algumas jóias pessoais conquistadas e cuidadas por meu viver. Estão cravados aqui meus passos interiores, pontos-de-vista refletidos e transformados pelo tempo. Porém, não passivos ou em função e muito menos absolutos e perfeitos. Mas sim como um ser que leva, como os traços do Pai, nas suas criações sua imagem e semelhança.
Acredito que podemos em nossas essências, unir e compartilhar absolutamente os conceitos adquiridos neste plano como um todo universal de personalidades e vivências.
Pois, assim como se fez História de rabiscos em cavernas até mensagens enviadas ao espaço sideral, desta forma aqui manterei queimando minha chama da personalidade na realidade material, vencendo as margens do espaço e tempo.
Desta forma procuro aqui preservar alguns indícios de meu legado vital, através da arte.
Nesse destino, este Pequeno Livro deixa meus suspiros e minha pulsação, como mais que meros sinais vitais. Não tem o intuito de ser nacionalmente reconhecido e nem abrir portas para a cadeira dos eternos escritores nacionais. Este livreto visa preservar, como um precioso baú, algumas jóias pessoais conquistadas e cuidadas por meu viver. Estão cravados aqui meus passos interiores, pontos-de-vista refletidos e transformados pelo tempo. Porém, não passivos ou em função e muito menos absolutos e perfeitos. Mas sim como um ser que leva, como os traços do Pai, nas suas criações sua imagem e semelhança.
Acredito que podemos em nossas essências, unir e compartilhar absolutamente os conceitos adquiridos neste plano como um todo universal de personalidades e vivências.
Pois, assim como se fez História de rabiscos em cavernas até mensagens enviadas ao espaço sideral, desta forma aqui manterei queimando minha chama da personalidade na realidade material, vencendo as margens do espaço e tempo.
Desta forma procuro aqui preservar alguns indícios de meu legado vital, através da arte.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
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