PREFÁCIO

Talvez o destino possa realmente existir, repousando sobre nossas vidas, da qual se alimenta conforme nos apresenta seu caminho. Obscuro e recatado, sua presença verte o tempo e o espaço com todos os seres desta realidade.
Nesse destino, este Pequeno Livro deixa meus suspiros e minha pulsação, como mais que meros sinais vitais. Não tem o intuito de ser nacionalmente reconhecido e nem abrir portas para a cadeira dos eternos escritores nacionais. Este livreto visa preservar, como um precioso baú, algumas jóias pessoais conquistadas e cuidadas por meu viver. Estão cravados aqui meus passos interiores, pontos-de-vista refletidos e transformados pelo tempo. Porém, não passivos ou em função e muito menos absolutos e perfeitos. Mas sim como um ser que leva, como os traços do Pai, nas suas criações sua imagem e semelhança.
Acredito que podemos em nossas essências, unir e compartilhar absolutamente os conceitos adquiridos neste plano como um todo universal de personalidades e vivências.
Pois, assim como se fez História de rabiscos em cavernas até mensagens enviadas ao espaço sideral, desta forma aqui manterei queimando minha chama da personalidade na realidade material, vencendo as margens do espaço e tempo.
Desta forma procuro aqui preservar alguns indícios de meu legado vital, através da arte.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Viagens de Um Dia Sem Destino

Correndo Velozmente entre o túnel e o desejo
Costurando em contra-mão, noite clara dos faróis
Em pés-de-guerra com o freio não consola e ao outro agarra
Mas, antes disso o susto já passou erroneamente
Os traços e bagaços nos impedem de sorrir

Casas não; sobrados, prédios e apartamentos
Numa vista magnífica onde o céu é azul, e
A brisa corremente, corremente, corre e corre
Os ventos levam prédios a balançar
De um lado para o outro, prestes a desabar
E ao meio, uma casa sem cercado
Habita gente, entre os prédios
Aos passos do resgate os prédios passam a demolir
E os ventos me recua obrigando-me a fugir

A solidão em desespero resolve olhar para trás
E o susto numa enorme onda vem a me buscar
Carregado pela incerteza enorme e bruscamente
Levando-me de encontro com o espelho, sem perdão
Momento em que deixo-me levar pela respiração


25/06/2004.

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