PREFÁCIO

Talvez o destino possa realmente existir, repousando sobre nossas vidas, da qual se alimenta conforme nos apresenta seu caminho. Obscuro e recatado, sua presença verte o tempo e o espaço com todos os seres desta realidade.
Nesse destino, este Pequeno Livro deixa meus suspiros e minha pulsação, como mais que meros sinais vitais. Não tem o intuito de ser nacionalmente reconhecido e nem abrir portas para a cadeira dos eternos escritores nacionais. Este livreto visa preservar, como um precioso baú, algumas jóias pessoais conquistadas e cuidadas por meu viver. Estão cravados aqui meus passos interiores, pontos-de-vista refletidos e transformados pelo tempo. Porém, não passivos ou em função e muito menos absolutos e perfeitos. Mas sim como um ser que leva, como os traços do Pai, nas suas criações sua imagem e semelhança.
Acredito que podemos em nossas essências, unir e compartilhar absolutamente os conceitos adquiridos neste plano como um todo universal de personalidades e vivências.
Pois, assim como se fez História de rabiscos em cavernas até mensagens enviadas ao espaço sideral, desta forma aqui manterei queimando minha chama da personalidade na realidade material, vencendo as margens do espaço e tempo.
Desta forma procuro aqui preservar alguns indícios de meu legado vital, através da arte.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Gladiador

As pessoas escolhem ser Deus ou o Diabo
Evocam a voz ou o silêncio
E por trás destas roupagens (matar ou ser morto)
E quem vai nestas linhagens
Os opostos se atraem
Sentimentos(nos sentidos da cabeça)

Lutar pela paz

Histórias em romances reativos
Ecoa na eternidade
O gozo e o repúdio
Com vozes de desejos relativos
Ecoa na eternidade
O farto e o escasso

Direcionando a mais pura criatura
Que, sendo cega, engole os possíveis gestos
Ao destino d’onde os passos acolherem
A colheita está no auto-corte, sangrando a tatuagem

Dos invernos bem gelados aos verões ensolarados
Sempre há contra quem lutar, pela honra
Mudam fatos, formam trilhos de desejos inatos
Pela glória, pois no caos se faz a ordem

Mas são tantos desejos tropeçando e resultando
Que o enfante não passava de um mesmo infante
Que se esconde por trás das rugas e cabelo grisalho
Num criado gladiador de sofrimento

Resultando em fracto, como as curvas duma concha
Levada pelas ondas dos oceanos

O amor se prende nos traumas e conceitos
Cujos mesmos são espelhos da vontade de ser.

10/10/2005

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