PREFÁCIO

Talvez o destino possa realmente existir, repousando sobre nossas vidas, da qual se alimenta conforme nos apresenta seu caminho. Obscuro e recatado, sua presença verte o tempo e o espaço com todos os seres desta realidade.
Nesse destino, este Pequeno Livro deixa meus suspiros e minha pulsação, como mais que meros sinais vitais. Não tem o intuito de ser nacionalmente reconhecido e nem abrir portas para a cadeira dos eternos escritores nacionais. Este livreto visa preservar, como um precioso baú, algumas jóias pessoais conquistadas e cuidadas por meu viver. Estão cravados aqui meus passos interiores, pontos-de-vista refletidos e transformados pelo tempo. Porém, não passivos ou em função e muito menos absolutos e perfeitos. Mas sim como um ser que leva, como os traços do Pai, nas suas criações sua imagem e semelhança.
Acredito que podemos em nossas essências, unir e compartilhar absolutamente os conceitos adquiridos neste plano como um todo universal de personalidades e vivências.
Pois, assim como se fez História de rabiscos em cavernas até mensagens enviadas ao espaço sideral, desta forma aqui manterei queimando minha chama da personalidade na realidade material, vencendo as margens do espaço e tempo.
Desta forma procuro aqui preservar alguns indícios de meu legado vital, através da arte.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Musicalidade

Feeling e técnica são complementares. Aquela história de dizer que o músico técnico não tem feeling é uma forma de depreciar suas habilidades técnicas que o diferencia de um artista medíocre. É fundamental fazer uso de determinadas tecnicas num objetivo de expressão artistica. Sem técnica a arte perde seu valor peculiar. Um músico sem técnica fará arte de nível primário. O mesmo vale para aquele que apenas se masturba viciadamente, abusando de determinada técnica sem ornar com outras ferramentas num único objetivo senão de expor aquela habilidade específica. Seria o mesmo que dizer que o pintor Picasso, por aplicar e desenvolver de modo incomum a técnica do cubismo, não possui "feeling". Ou dizer que um torneiro mecânco que faz parafusos de forma destra e dinâmica ser um artista. A técnica sozinha não gera arte e a expressão artística necessita de ferramentas técnicas. Toda a expressão artística necessita de: - destreza técnica. - sensitividade com o ambiente real e surreal. - habilidade genuína na aplicação das ferramentas técnicas pela expressividade, na formação do corpo e da alma da obra final.

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